Idosa resgatada de escravidão doméstica seguirá na casa de patrões
Mulher de 62 anos permanecerá provisoriamente no imóvel enquanto se adapta ao mundo externo, segundo Auditoria-Fiscal do Trabalho.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
Uma mulher de 62 anos resgatada em condições análogas à escravidão em condomínio de luxo na cidade de Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza, continuará morando provisoriamente na casa dos patrões. A decisão consta de termo de ajuste de conduta assinado pelos empregadores, conforme informou a Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT).
A vítima serviu à mesma família desde os sete anos sem receber salário mensal durante mais de 50 anos. Conforme a AFT, "a permanência temporária da trabalhadora na residência não decorre de uma decisão da Auditoria-Fiscal do Trabalho nem descaracteriza a situação constatada durante a fiscalização. Em casos como este, a prioridade é preservar a integridade física, emocional e a autonomia da vítima". Embora permaneça no imóvel, a doméstica está afastada das atividades laborais.
Os empregadores se comprometeram a pagar 50 mil reais em verbas rescisórias, regularizar a previdência da vítima e adquirir um imóvel para ela. A AFT constatou que a mulher não tinha vida pessoal, não saía sozinha, não sabe ler ou escrever e não possui conta bancária.
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