Vítima de Epstein detalha controle e abusos à BBC
Mulher relata coerção psicológica e financeira, além de cirurgia desnecessária, sob o domínio do financista.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
Uma mulher, identificada como "Anya" (nome fictício), relatou à BBC News Brasil e ao g1 os métodos de controle e abusos sexuais e psicológicos impostos pelo financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein. Anya, que viveu em um dos apartamentos de Epstein em Nova York por anos, afirmou que foi compelida a deixar o imóvel por Mark Epstein, irmão de Jeffrey, na semana seguinte à morte do financista em 2019.
De acordo com Anya, Epstein mantinha um grupo de cerca de uma dúzia de "assistentes" que moravam em propriedades fornecidas por ele, trabalhando em tempo integral à sua disposição e sendo recorrentemente abusadas. Ela descreveu que as mulheres eram atraídas por "elaboradas mentiras e falsas promessas de trabalho", após o que Epstein controlava suas finanças, determinava seus contatos e as humilhava psicologicamente, além de monitorar seus corpos e, no caso dela, forçá-la a uma cirurgia desnecessária que a deixou desfigurada.
Anya afirmou que Epstein "costumava dizer que sua operação 'era como uma seita, e ele era o líder dessa seita'". O relato é corroborado por Sarah Kellen, outra ex-assistente, que em depoimento ao Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos neste ano, declarou que Epstein "era muito habilidoso em destruir sua capacidade de tomar suas próprias decisões e de manter sua autonomia". Mark Epstein, irmão de Jeffrey, nega ter conhecimento dos crimes cometidos pelo financista, segundo as reportagens.
Jeffrey Epstein morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores.
Fontes: g1 · BBC News Brasil
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