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Zanin autoriza PF a investigar ministro do STJ por venda de sentenças

Paulo Dias de Moura Ribeiro é o primeiro magistrado do STJ a ser alvo direto da Operação Siamnes, iniciada em 2024.

Ilustração editorial: Zanin autoriza PF a investigar ministro do STJ por venda de sentenças
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a investigar o ministro Paulo Dias de Moura Ribeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em um inquérito que apura suspeitas de venda de sentenças. A decisão de Zanin atende a um pedido da PF, com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), e foi divulgada pelo jornal "Estado de S. Paulo" e confirmada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo.

Esta é a primeira vez que um magistrado do STJ se torna alvo direto de investigação desde o início da Operação Siamnes, deflagrada em novembro de 2024, segundo o g1. As apurações apontam decisões de Moura Ribeiro sob suspeita de terem relação com o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves e sua esposa, Mirian Ribeiro, além de transferências a um funcionário que atuou no gabinete do ministro, informou a Folha de S.Paulo.

Procurado por meio da assessoria do STJ, Moura Ribeiro afirmou que “desconhece a existência de investigação instaurada sobre decisões que tenha proferido”. A defesa de Andreson e Mirian negou irregularidades, e o advogado Eugênio Pacelli declarou que a própria PF indica não ter elementos suficientes para concluir se o ministro cometeu ilicitudes.

A PF informou no relatório enviado ao STF que, neste estágio inicial da investigação, "ainda não há elementos suficientes para concluir se houve ou não participação dessas pessoas nos fatos apurados", segundo o g1. A decisão de Zanin, proferida em maio e sob sigilo, busca analisar o fluxo financeiro para identificar o caminho do dinheiro e a ocorrência de eventuais crimes.

Fontes: g1 · Folha de S.Paulo