Paraguai tem baixo investimento e força pacientes a pagar por insumos
Relatos indicam que familiares de pacientes internados em hospitais públicos compram materiais básicos e organizam rifas para custear tratamentos.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
Pacientes do sistema público de saúde do Paraguai enfrentam a falta de insumos básicos e equipamentos, o que leva familiares a custearem parte do tratamento, segundo reportagens da Folha de S.Paulo e da BBC News Brasil. Relatos de cidadãos descrevem a necessidade de comprar itens como algodão e cânulas e de organizar rifas para cobrir despesas médicas em hospitais públicos.
Um dos casos citados pelos veículos é o da artesã Daniela Benítez, que gastou mais de US$ 800 (cerca de R$ 4.000) em materiais para o tratamento de sua filha em um hospital de Assunção. Conforme a BBC News Brasil, a situação expõe uma crise no setor, onde sete em cada dez paraguaios dependem do sistema público, sem possuir plano de saúde.
De acordo com a Folha de S.Paulo, que cita a Anistia Internacional, o Paraguai investe 4% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em saúde. O valor está abaixo dos 6% recomendados pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para assegurar a cobertura universal. "O Paraguai tem um dos sistemas de saúde mais injustos de toda a América Latina", afirmou Patricia Lima, da Associação Latino-Americana de Medicina Social (Alames), em declaração publicada por ambos os veículos.
O problema ganhou repercussão internacional recente com o caso do goleiro da seleção paraguaia, Orlando Gill, que, segundo sua esposa, vendeu o uniforme e outros pertences para pagar o tratamento do filho recém-nascido, conforme noticiado pela Folha de S.Paulo e pela BBC News Brasil.
Fontes: Folha de S.Paulo · BBC News Brasil
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
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