Gana lidera debate por reparações da escravidão a 80 países
O país defende pedidos de desculpas formais, perdão de dívidas e compensação financeira.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
Gana assumiu a liderança global na exigência de reparações pela escravidão transatlântica, organizando em junho uma cúpula internacional em Accra que reuniu delegados de aproximadamente 80 países. A reunião, que incluiu uma reconstituição do comércio de escravizados, concluiu que a compensação por parte das nações e instituições que lucraram com a escravidão é uma "dívida de longa data".
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Gana, Samuel Okuzeto Ablakwa, destacou que entre 10% e 15% dos cerca de 12 milhões de africanos removidos à força de suas casas eram originários do atual território ganês. "Gana foi palco dessas atrocidades, portanto, Gana não pode se dar ao luxo de permanecer em silêncio quando se trata de garantir que os perpetradores sejam responsabilizados", afirmou Ablakwa à BBC.
Em março, as Nações Unidas (ONU) aprovaram uma resolução que reconhece a escravidão como "o maior crime contra a humanidade", apresentada por Gana. No entanto, Estados Unidos e Argentina votaram contra, e todas as nações europeias se abstiveram, incluindo o Reino Unido, que rejeita a ideia de pagar reparações.
Ablakwa defende um sistema de justiça restaurativa que financie bolsas de estudo, capital de risco para jovens empreendedores africanos e pesquisas sobre problemas de saúde relacionados às consequências da escravidão. A União Africana designou Gana como "campeão da justiça restaurativa" devido ao seu papel histórico e à luta pela independência na África subsaariana.
Fontes: g1 · BBC News Brasil
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
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