AGU pede a Fachin para suspender afastamento de diretor da PF
Órgão cita “grave lesão à ordem pública e administrativa” e “descontinuidade abrupta” na gestão da Polícia Federal.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta terça-feira, 8 de setembro, ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que suspenda imediatamente a decisão liminar do ministro André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, dos cargos. O pedido foi assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e outros integrantes do órgão, conforme apurou a Folha de S.Paulo.
A AGU argumenta que a decisão de Mendonça, tomada na manhã de terça-feira, é uma "grave lesão à ordem pública e administrativa" e viola a prerrogativa constitucional do Presidente da República para prover e desprover cargos de direção da Polícia Federal. Em nota, o órgão federal afirmou que a “descontinuidade abrupta” na gestão da PF “compromete o funcionamento das atividades de polícia judiciária e gera risco de desorganização institucional”.
O ministro André Mendonça havia atendido a um pedido do partido Novo para afastar os diretores, alegando ter sido vítima de "arapongagem". A AGU, no entanto, destacou que a decisão de Mendonça “antecipou juízos cautelares e submeteu ao referendo da Segunda Turma do STF matéria indicada pelo próprio ministro-relator como de competência do Plenário”, conforme a Agência Brasil. Os relatórios de inteligência da PF que sustentavam a decisão já estavam sob análise de Fachin, que havia concedido prazo de cinco dias úteis para manifestação dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, de Andrei Rodrigues e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, diante da crise entre os ministros.
Fontes: Agência Brasil · Folha de S.Paulo
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