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Brasil participa de consórcio global para cura de hepatite B

Hucam-Ufes e USP representam o país em estudo liderado por universidade Johns Hopkins, nos EUA.

Ilustração editorial: Brasil participa de consórcio global para cura de hepatite B
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial

Duas universidades públicas brasileiras integram um consórcio internacional que busca novos tratamentos e a cura da hepatite B, doença viral que é uma das principais causas de câncer hepático. O Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes) e a Universidade de São Paulo (USP) representam o Brasil no grupo liderado pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

O consórcio, que também inclui grupos de pesquisa da Índia, Senegal e Uganda, teve suas atividades iniciadas no Brasil este ano, com previsão de duração de cinco anos. No estudo, os pesquisadores observarão 600 pacientes com hepatite B, e também com a coinfecção por hepatite B e HIV, por cerca de quatro anos e meio cada. O objetivo é analisar o comportamento do vírus em nível celular em pacientes de diferentes países e as respostas imunológicas dos infectados.

Em entrevista à Agência Brasil, a professora do Hucam-Ufes, Tânia Reuter, referência no assunto, afirmou que “a hepatite B não tem cura, esse é o grande objetivo global”. A meta é identificar o que leva o vírus a evoluir de maneiras distintas em cada paciente, além de buscar características genéticas que protejam contra uma evolução mais rápida e subpartículas virais que possam indicar cura ou tratamento eficaz.

A equipe do Hucam-Ufes, que começou o recrutamento de pacientes em julho e já conta com 40 participantes, pretende ter o grupo de 75 pessoas completo até o final deste ano. A pesquisa foca na identificação de alvos para o desenvolvimento de fármacos que possam auxiliar no manejo para a cura da hepatite B, visando mitigar a evolução de cirrose e câncer hepático.

Fonte: Agência Brasil

Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.