Brasil aciona lei da reciprocidade contra EUA por tarifas em produtos
O presidente Lula defendeu a medida, afirmando que o governo quer mostrar que "não é pouca coisa" no cenário internacional.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O governo brasileiro iniciou na quinta-feira (13) o processo de aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos em resposta às tarifas impostas por Washington a produtos do Brasil. A medida foi defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que declarou em entrevista ao podcast Não Inviabilize, nesta sexta-feira (14), que o Brasil acionou a lei "para a gente mostrar que a gente também não é pouca coisa".
As tarifas americanas, impostas em julho pelo governo Donald Trump, incluem uma alíquota de 25% sobre certos produtos brasileiros, afetando 18% das exportações do país aos EUA. Uma segunda tarifa de 12,5% foi aplicada por suposta leniência no combate à importação de produtos com trabalho escravo, podendo somar até 37,5% em alguns casos.
O processo iniciado na quinta-feira prevê consultas diplomáticas antes da efetivação de retaliações comerciais e diplomáticas, segundo informou o Ministério da Fazenda. O ministro Dario Durigan afirmou, em Brasília, que a avaliação da reciprocidade será feita com "muita cautela e responsabilidade" e que a intenção é ouvir empresas brasileiras e estrangeiras sobre os impactos das medidas. "Como percebemos que o mundo é fechado, o primeiro impacto é colher, em especial do empresariado brasileiro e do exterior, quais os impactos", disse Durigan.
A Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional em 2025, permite ao Brasil adotar contramedidas comerciais e diplomáticas proporcionais diante de barreiras consideradas injustificadas. A abertura do processo não implica a aplicação imediata das medidas de defesa comercial.
Fontes: Folha de S.Paulo · CNN Brasil
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