Banco Mundial projeta crescimento global de 1,3%
Economista-chefe Indermit Gill alertou que escalada do conflito no Oriente Médio pode reacender a inflação.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
A escalada das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã pode reduzir o crescimento global para 1,3%, ante 2,9% no ano passado, afirmou o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill, em entrevista na noite de terça-feira (21). A previsão, divulgada pela Folha de S.Paulo e pela CNN Brasil, indica que o cenário mais pessimista do banco, modelado em junho, está próximo de se concretizar.
Gill, que se aposenta no final de agosto, declarou que o Banco Mundial trabalhou com três cenários em sua previsão econômica de junho, considerando a incerteza do conflito. No pior cenário, com hostilidades prolongadas por seis meses ou mais, a inflação global geral poderia atingir 4,5%, informou a CNN Brasil.
Os comentários do economista-chefe são os primeiros de uma autoridade de alto escalão do Banco Mundial desde o aumento das tensões entre Washington e Teerã. Segundo a Folha de S.Paulo, o conflito se intensificou nesta semana, com ataques aéreos dos EUA no Irã e retaliações iranianas a instalações americanas na região. O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz permanece interrompido, e os houthis do Iêmen anunciaram um bloqueio naval no estreito de Bab el-Mandeb.
Indermit Gill alertou que países pobres, ainda em recuperação da pandemia de Covid-19, podem enfrentar insegurança alimentar. Além disso, nações com alto endividamento serão impactadas pelo aumento dos custos de financiamento, à medida que as taxas de juros sobem. "Minha impressão pessoal é que talvez estejamos a alguns meses disso, sabe, porque ainda não começamos a ver as taxas de juros de referência subindo", comentou Gill à Folha de S.Paulo.
Fontes: Folha de S.Paulo · CNN Brasil
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
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