Xaplin On
Brasília
Portal Xaplin — jornalismo vivo • a revista não dorme
USD EUR GBP JPY BTC ETH SOL BNB

Arábia Saudita, Turquia e Paquistão assinam pacto militar em Meca

A aliança de defesa mútua reúne três nações muçulmanas em um acordo que visa fortalecer a segurança coletiva regional.

Ilustração editorial: Arábia Saudita, Turquia e Paquistão assinam pacto militar em Meca
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

Arábia Saudita, Turquia e Paquistão assinaram nesta sexta-feira (7) um pacto de defesa mútua em Meca, a cidade mais sagrada do islamismo. O acordo, que une três grandes nações muçulmanas de maioria sunita, ocorre em meio a uma escalada de violência no Oriente Médio e no Sul da Ásia, onde o Irã tem atacado aliados americanos com drones e mísseis balísticos.

O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, recebeu o premiê paquistanês, Shehbaz Sharif, e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, para a assinatura. O documento estabelece que "um ataque armado contra qualquer um dos três seria considerado um ataque contra todos", segundo comunicado conjunto. Uma autoridade turca, citada pela CNN Brasil, afirmou que o pacto é de natureza defensiva, aberto a outros países da região e não substitui acordos existentes.

A aliança estratégica reúne o sétimo maior orçamento de defesa do mundo, da Arábia Saudita, ao arsenal de 170 ogivas nucleares do Paquistão, e à força militar da Turquia, com 355 mil soldados, o segundo maior contingente da OTAN. A Folha de S.Paulo destacou que sauditas e paquistaneses já haviam firmado um pacto no ano anterior, resultando no posicionamento de 8.000 soldados e um esquadrão de caças paquistaneses em território saudita.

O acordo tem "o potencial de mudar o balanço geopolítico do Oriente Médio e Sul da Ásia", conforme descreveu a Folha de S.Paulo, e ocorre em um cenário de instabilidade regional crescente, com a Arábia Saudita enfrentando ataques de grupos islamitas do Iraque e rebeldes houthis do Iêmen, os quais Riad acusa a Guarda Revolucionária do Irã de coordenar.

Fontes: Folha de S.Paulo · CNN Brasil