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Apagões em Cuba chegam a 16h diárias em meio a crise energética

A infraestrutura elétrica obsoleta e a dependência de combustíveis fósseis afetam a vida de cubanos como Gustavo, historiador de arte de 25 anos.

Ilustração editorial: Apagões em Cuba chegam a 16h diárias em meio a crise energética
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

A crise energética em Cuba, a pior das últimas décadas, causa apagões que se estendem por cerca de 16 horas diárias na capital Havana. O Sistema Elétrico Nacional de Cuba, operado pela estatal União Elétrica, entrou em colapso sete vezes desde o início do ano, segundo apuração da Folha de S.Paulo e da BBC News Brasil.

A situação afeta diretamente a rotina de moradores como Gustavo, um historiador de arte de 25 anos. Além da falta de eletricidade, ele enfrenta a escassez de transporte público, que o leva a planejar cuidadosamente suas saídas de casa para evitar táxis que custam até um terço de seu salário mensal. Sua casa também fica semanas sem água e ele recorre a uma lanterna na sacada para tentar aliviar o calor durante as noites.

Gustavo afirma que a falta de energia "afeta até o que você menos imagina", conforme relatado pelo serviço em espanhol da BBC. Uma análise do Grupo de Estudos de Cuba aponta que a rede elétrica está em mau estado devido a "recursos internos insuficientes com prioridades mal definidas, agravados por uma fraca capacidade de implementação".

A infraestrutura energética do país é antiga e não recebeu investimentos suficientes para modernização, produzindo apenas uma fração de sua capacidade. A crise se agrava pela falta de petróleo, intensificada pelo bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, que em janeiro ameaçou países que fornecem o combustível à ilha com tarifas de importação.

Fontes: Folha de S.Paulo · BBC News Brasil