Vida moderna agrava artrose de pulso, aponta estudo
Lesões causadas por movimentos repetitivos podem afetar a articulação e a cartilagem que amortecem os oito ossos do carpo.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
A vida moderna e o uso excessivo em tarefas manuais repetitivas estão prejudicando a saúde dos pulsos e podem acelerar o desenvolvimento de artrose de pulso. A constatação é de um estudo da Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos, publicado nesta sexta-feira (11) pelo portal g1 e pela Folha de S.Paulo, que aponta os efeitos de longo prazo de lesões e inflamações persistentes.
O pulso é um complexo de articulações menores, formado por oito ossos pequenos (ossos do carpo), dois ossos longos do antebraço e as bases dos cinco ossos do metacarpo. Segundo o professor Andrew Abadeer, da Universidade do Sul da Flórida, "cada ligamento e cada osso do pulso que o conecta aos ossos do antebraço encontra-se realmente em equilíbrio muito preciso".
Quando esse equilíbrio é alterado, principalmente por lesões ou envelhecimento, a artrite de pulso começa a se desenvolver. A doença se manifesta principalmente como artrite reumatoide, osteoartrite ou artrite pós-traumática, com as duas últimas ocorrendo quando a cartilagem é lesionada ou os ossos ficam desalinhados, de acordo com a pesquisadora Sara Larsson, da Universidade de Lund.
Manter a saúde do pulso é crucial para prevenir a artrose, que pode se manifestar a partir da meia-idade. A condição pode afetar atividades cotidianas, desde digitar até segurar uma xícara de café, conforme exemplificado em um caso de um ex-tenista de 18 anos que teve uma dor leve, que evoluiu rapidamente para uma dor penetrante na mão esquerda.
Fontes: g1 · Folha de S.Paulo
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
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