São Paulo cria plano de saúde para enfrentar efeitos de El Niño
Governo estadual antecipa alta de dengue, leptospirose e doenças crônicas, focando na proteção de crianças e idosos.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O governo de São Paulo lançou nesta segunda-feira (31) um plano estadual de saúde para preparar os 645 municípios para os efeitos do El Niño. O fenômeno, que aquece as águas do Oceano Pacífico, está em patamar forte e, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (Noaa), deve evoluir para "muito forte" a partir de setembro.
A Secretaria Estadual da Saúde alerta para um aumento provável de arboviroses como dengue, chikungunya e febre amarela. Também estão no radar doenças transmitidas por água contaminada em enchentes — como diarreia, leptospirose e hepatite A — e o agravamento de quadros crônicos, cardiovasculares e renais. Regiane de Paula, coordenadora de Controle de Doenças da pasta, afirma que os mais vulneráveis são grupos específicos. "Quando olhamos para a população, os mais afetados costumam ser sempre as crianças e os idosos", disse à Folha de S.Paulo.
A estratégia mapeia redes de atendimento essenciais e rotas alternativas para o caso de falhas no sistema. O plano também busca garantir a continuidade de tratamentos regulares, como quimioterapia, terapia renal e uso domiciliar de oxigênio. Para isso, o monitoramento de estoques de remédios será intensificado para evitar desabastecimento durante períodos críticos.
Fontes: Folha de S.Paulo · UOL
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
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