Sociólogo Miguel de Barros aponta Brasil como alvo por terras raras
Em evento na Universidade de Brasília, Barros afirmou que comunidades tradicionais são ameaçadas por empresas estrangeiras.
Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial
O sociólogo e ambientalista Miguel de Barros, da Guiné Bissau, afirmou na noite desta quinta-feira (30) que comunidades tradicionais no Brasil e na África são alvo de ataques e ameaças por empresas de países ricos em busca de terras raras, conforme noticiou a Agência Brasil. A declaração ocorreu durante sua conferência magna no 14º Congresso Brasileiro de Pesquisadores (as) Negros (as), na Universidade de Brasília (UnB).
De acordo com a Agência Brasil, Barros, de 46 anos, avaliou que um "novo projeto colonial" de países do Norte Global visa o monopólio de recursos naturais. Ele ressaltou que essas empresas buscam “ter controle daquilo que chamam de terras raras. Não só para manipulação e controle de patentes, mas para a produção de instrumentos bélicos”.
O cientista social também mencionou que o controle da Amazônia, segundo sua perspectiva, significa dominar a produção alimentar, reservas de energia e água, além do “poder de fazer guerra com quem quiserem”. Ele acrescentou que as empresas buscam elementos para a produção de bombas nucleares, carros elétricos e telefones celulares.
Em seu discurso, Barros ainda criticou a gestão da saúde brasileira durante a pandemia, mencionando a falta de cooperação com o povo africano, e destacou a necessidade de uma contracorrente para que os povos negros obtenham suporte tecnológico. O evento na UnB, onde a fala ocorreu, se encerra nesta sexta-feira (31).
Fonte: Agência Brasil
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
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