Sociedade civil critica exclusão de gênero na COP17
Agenda da Conferência de Combate à Desertificação, em Ulaanbaatar, ignora temas de participação social, alerta grupo de 1,2 mil organizações.
Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial
Organizações da sociedade civil manifestaram decepção com a agenda oficial da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), que ocorre em Ulaanbaatar, Mongólia. O documento aprovado nos primeiros dias do evento exclui temas de gênero e participação social, conforme apuração da Agência Brasil.
O Civil Society Organization (CSO) Panel, grupo que representa cerca de 1,2 mil entidades globais, rejeitou o texto oficial. Em nota, o CSO Panel afirmou que a comunidade “está chocada e profundamente preocupada” com a sinalização dos governos em focar apenas em aspectos técnicos e econômicos da desertificação e da seca.
As organizações ressaltaram que “comunidades locais, povos indígenas, agricultores, pastores, mulheres, jovens, pesquisadores e organizações da sociedade civil trazem conhecimento, experiência e soluções dos territórios onde a degradação do solo, a desertificação e a seca são enfrentadas diariamente”. A ausência da perspectiva social pode resultar em um plano tecnocrático, distante da realidade das populações mais afetadas.
O texto da COP17 também não prevê a integração das três convenções da ONU sobre meio ambiente: a da Terra (UNCCD), da Biodiversidade (CBD) e do Clima (UNFCCC). Especialistas defendem essa integração, proposta na Declaração Conjunta de Belém sobre as Convenções do Rio, lançada na COP30, para enfrentar as crises interligadas de clima, biodiversidade e degradação do solo.
Fonte: Agência Brasil
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