Assaltos a farmácias visam canetas emagrecedoras de alto custo
Medicamentos, como o Mounjaro, custam a partir de R$ 1,4 mil e são o principal alvo dos assaltantes em lojas 24 horas.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
Uma onda de assaltos a farmácias em São Paulo, motivada pelo roubo de canetas emagrecedoras, tem gerado traumas psicológicos em atendentes e farmacêuticos. O custo elevado dos medicamentos, como o Mounjaro, vendido a partir de R$ 1,4 mil, faz com que criminosos ignorem os caixas e busquem diretamente as geladeiras dos estabelecimentos, segundo reportagem do g1.
Em fevereiro, na Zona Norte de São Paulo, a farmacêutica Karina Ribeiro, de 38 anos, foi morta a tiros durante um assalto em uma Drogaria São Paulo. O atendente Humberto Maciel, de 26 anos, que estava no local, relatou à BBC News Brasil que a cena permanece vívida. Ele já havia testemunhado doze assaltos na mesma unidade, o que o levou a desenvolver crises de ansiedade e depressão.
Após a morte de Karina, Humberto Maciel se afastou do trabalho e busca na Justiça a "rescisão indireta" de seu contrato. Adryella Luz, diretora-tesoureira do Conselho Regional de Farmácia em São Paulo (CRF-SP), afirmou que a entidade tem como uma das maiores preocupações a saúde mental dos trabalhadores, que lidam constantemente com situações de violência.
No primeiro semestre de 2026, São Paulo registrou 439 roubos a farmácias. A Polícia Militar tem compartilhado ações para combater a crescente onda de assaltos, enquanto o CRF-SP cobra providências das autoridades policiais e discute a necessidade de repensar o funcionamento de lojas 24 horas.
Fontes: g1 · BBC News Brasil
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
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