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Grito dos Excluídos de SP atende 2 mil e critica violência

A 32ª edição do evento anual, na Praça da Sé, distribuiu café da manhã e pães para pessoas em situação de rua.

Ilustração editorial: Grito dos Excluídos de SP atende 2 mil e critica violência
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

A 32ª edição do Grito dos Excluídos reuniu movimentos sociais e populares na Praça da Sé, no centro de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (7), para uma manifestação com foco na violência contra a mulher e a alta dos feminicídios. O ato, que acontece anualmente no Dia da Independência como contraponto ao 7 de Setembro oficial, começou com a distribuição de café da manhã para cerca de 2 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Mesmo com temperatura de 11ºC e chuva fina, participantes formaram fila para receber pão, café, leite, banana e mexerica, alimentos obtidos por doações e arrecadação financeira. Paulo Pedrini, coordenador da Pastoral Operária, explicou que "a Praça da Sé é símbolo de luta pela democracia e pelos direitos humanos. Então organizamos esse café para a população de rua como um gesto de luta contra a exclusão social em nosso país".

A caminhada seguiu pelas ruas da região e incluiu discursos em defesa da moradia, dos direitos trabalhistas, da democracia e da redução das desigualdades. O lema deste ano foi "Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!", mantendo "Vida em Primeiro Lugar!" como tema permanente. Representantes de entidades de defesa dos direitos da mulher, dos idosos, da comunidade LGBTQIA+, imigrantes e povos indígenas também estiveram presentes.

O protesto criticou diretamente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pelo aumento no número de feminicídios no primeiro semestre de 2026, considerado o maior da história do estado, segundo o Instituto Sou da Paz. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) também foi alvo de críticas por cortes e atrasos em repasses de verbas para serviços de proteção à mulher.

Fontes: g1 · Folha de S.Paulo

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