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Redes sociais agravam dismorfia muscular em meninos

Médico Roberto Olivardia atende crianças de dez anos com obsessão por músculos, antes ligada a adultos.

Ilustração editorial: Redes sociais agravam dismorfia muscular em meninos
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

A obsessão por ganhos de massa muscular em meninos, impulsionada pelas redes sociais, tem levado crianças de até dez anos a buscar o consultório do médico Roberto Olivardia, especialista em transtornos da imagem corporal há mais de 30 anos. A tendência de problemas de imagem corporal entre os meninos vem se agravando, segundo o médico, que antes observava a dismorfia muscular principalmente em adultos.

Enquanto a sociedade consegue detectar os sinais de uma relação pouco saudável com o corpo em adolescentes que buscam a magreza, a identificação é mais complexa entre os meninos. O médico explica que fazer exercícios e ganhar força costumam ser considerados sinais de disciplina e saúde, o que dificulta o reconhecimento da obsessão por massa muscular como um problema.

Este cenário de dismorfia muscular se intensificou após a chegada das redes sociais. "Depois de me dedicar por tanto tempo a este trabalho e de observar a situação antes e depois da chegada das redes sociais, posso dizer que, hoje, enfrentamos um fenômeno totalmente diferente", afirma Olivardia, conforme reportou a BBC News Brasil e a Folha de S.Paulo em 26 de agosto de 2026.

O fenômeno de valorização de corpos musculosos entre homens começou a ser incorporado à cultura popular no final dos anos 1970 e início da década de 1980, impulsionado por astros de bilheteria como Arnold Schwarzenegger e Sylvester Stallone. Hoje, a "machosfera" nas redes sociais promove a ideia de que mais músculos equivalem a mais masculinidade, perpetuando uma pressão que antes não existia com a mesma intensidade para os meninos, diferente das mensagens opressoras sobre magreza e feminilidade presentes para mulheres desde o século 17.

Fontes: Folha de S.Paulo · BBC News Brasil

Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.