Quase metade dos jovens argentinos vive em vulnerabilidade
Estudo da Universidade de Buenos Aires indica que 4,1 milhões de pessoas entre 18 e 29 anos enfrentam pobreza ou defasagem educacional.
Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial
Quase metade (48,9%) dos jovens da Argentina, o que corresponde a 4,1 milhões de pessoas, vive em situação de vulnerabilidade social. O dado foi divulgado nesta semana em pesquisa da Universidade de Buenos Aires (UBA), conforme noticiou a Agência Brasil.
O estudo, que define “jovens em situação de vulnerabilidade” como aqueles entre 18 e 29 anos com algum nível de “pobreza econômica” ou que não concluíram os estudos básicos, identificou que 57% desses jovens não conseguem fazer o dinheiro fruto do trabalho durar até o final do mês. Além disso, apenas 24,8% continuam estudando, e dois em cada dez não estudam nem trabalham.
A pesquisa da UBA, que entrevistou 1.002 jovens em condições de vulnerabilidade entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, revelou que entre os jovens trabalhadores, 76% estão em empregos informais ou por conta própria. "O emprego concentra-se em atividades pouco qualificadas e altamente informais: comércio, construção e trabalho por conta própria, como venda ambulante ou online, limpeza e cuidados com idosos", destaca o documento, de acordo com a Agência Brasil.
O levantamento aponta também que 78% dos jovens não possuem plano de saúde, dependendo exclusivamente dos serviços públicos, e 40% vivem em bairros considerados "inseguros ou muito inseguros". A saúde mental é um fator preocupante, com mais de 70% dos jovens manifestando “problemas frequentes” de nervos ou ansiedade.
Fonte: Agência Brasil
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
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