Polícia de Hong Kong prende donos de livrarias independentes
Ao menos nove pessoas foram detidas entre março e julho sob a Lei de Segurança Nacional por acusações de sedição e lavagem de dinheiro.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
A polícia de Hong Kong prendeu, entre março e julho deste ano, nove pessoas ligadas a livrarias independentes da cidade, acusadas de sedição e lavagem de dinheiro. As detenções ocorreram em três operações distintas, a mais recente em 15 de julho, na abertura da Feira Anual do Livro de Hong Kong, conforme relatou o g1.
Em 24 de junho, agentes realizaram buscas na Livraria Hunter, no distrito de Sham Shui Po, e prenderam a proprietária, Letitia Wong, de 33 anos, e um homem de 32 anos. Ambos foram liberados sob fiança e negam as acusações de violação da Lei de Segurança Nacional (LSN). Em março, o dono da livraria Book Punch e três funcionários foram detidos pelas mesmas acusações, e livros como uma biografia do ativista pró-democracia Jimmy Lai foram apreendidos, segundo a BBC News Brasil.
Na operação de 15 de julho, a polícia de segurança nacional fez buscas nas livrarias Greenfield Bookstore e Have a Nice Stay, prendendo cinco pessoas por sedição. Elas também foram liberadas sob fiança. Livrarias como a Hunter são conhecidas por oferecer títulos considerados "sensíveis" pelas autoridades chinesas, incluindo relatos de ativistas e obras como "A Revolução dos Bichos", de George Orwell, ou a série de mangá "Ataque dos Titãs".
A Greenfield Bookstore anunciou o fechamento da loja nas redes sociais no final de julho, após as prisões. A onda de fechamentos e detenções ocorre em meio ao aumento do controle da China sobre Hong Kong, após os protestos pró-democracia de 2019, com a LSN sendo vista por grupos de direitos humanos como uma ferramenta de repressão à liberdade de expressão.
Fontes: g1 · BBC News Brasil
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