PF vê mais diretores do BRB em caso Master e pede 60 dias ao STF
Perícia encontrou problemas em normas internas e aprovação de operações, o que levou ao pedido de prorrogação do inquérito.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
A Polícia Federal (PF) identificou indícios de participação de outros diretores do Banco de Brasília (BRB) em supostas irregularidades nas operações com o Banco Master e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais 60 dias para concluir o inquérito. A solicitação, enviada nesta quinta-feira (20), visa aprofundar as investigações sobre a compra de carteiras de crédito fraudulentas e tomar depoimentos de integrantes da Diretoria Colegiada do BRB.
O laudo pericial da PF aponta descumprimentos de normas internas, falhas nas regras de governança e aprovação de operações que estariam em desacordo com os procedimentos de controle do BRB. Segundo a Folha de S.Paulo, o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, deve conceder a prorrogação para que a PF analise mais material apreendido e ouça os diretores.
As suspeitas se concentram na aquisição de carteiras de crédito do Banco Master, de Daniel Vorcaro, que custaram R$ 12 bilhões ao BRB, mas não pertenciam ao Master e não possuíam garantias, de acordo com as investigações. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que comandou o banco de 2019 a novembro de 2025 e está preso preventivamente desde 16 de abril, "tentou costurar um acordo de delação premiada que foi rejeitado pela Procuradoria-Geral da República (PGR)", conforme apurado pelo g1.
Uma auditoria independente entregue pelo BRB à PF no início de abril apontou que as operações de compra de carteiras do Master eram tratadas internamente como "negócio do presidente" e conduzidas sob pressão. Do total de R$ 21,9 bilhões comprados pelo BRB do banco de Vorcaro, cerca de R$ 12,3 bilhões apresentam indícios de ausência de lastro.
Fontes: g1 · Folha de S.Paulo
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