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PF indicia 48 pessoas em esquema de descontos indevidos do INSS

Investigação da Operação Sem Desconto aponta fraudes que podem ter chegado a R$ 6,3 bilhões em aposentadorias entre 2019 e 2024.

Ilustração editorial: PF indicia 48 pessoas em esquema de descontos indevidos do INSS
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

A Polícia Federal concluiu a primeira investigação da Operação Sem Desconto com 48 indiciamentos relacionados a descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O relatório foi apresentado ao ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator das investigações, na última sexta-feira (10). As conclusões serão encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decide se apresenta denúncia, pede arquivamento ou solicita novas diligências.

Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, o presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) Carlos Roberto Ferreira Lopes—que está foragido—e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. O ex-procurador-geral do órgão, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, também foi indiciado. De acordo com a Folha de S.Paulo, "a defesa do lobista e a de Stefanutto responderam que ainda não podem se pronunciar porque não tiveram acesso ao caso".

Segundo investigações da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU), o esquema consistia em descontar de aposentados valores mensais como se tivessem se associado a entidades, quando não haviam autorizado os descontos. A Conafer foi a segunda entidade que mais recebeu descontos: aproximadamente R$ 484 milhões entre 2019 e 2024. No total, as fraudes podem ter alcançado R$ 6,3 bilhões.

Fontes: g1 · Folha de S.Paulo