Pesquisa aponta fatores sociais por trás de altas taxas de cesariana
Unicef divulga estudo que identifica barreiras psicológicas e estruturais levando gestantes a cesariana em proporção três vezes maior que o recomendado pela OMS.
Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial
Pesquisa divulgada pela Organização das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesta segunda-feira (13) identificou que a alta taxa de cesarianas no Brasil não resulta de escolha individual, mas de fatores psicológicos, sociais e estruturais que influenciam gestantes durante a gravidez e o parto.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que até 15% dos nascimentos ocorram via cesariana. No Brasil, conforme dados oficiais citados pela Agência Brasil, a proporção ultrapassa 60%, chegando a 90% na rede privada. O país está entre os três com as maiores taxas de cesariana do mundo. Em São Paulo, 56,19% dos nascimentos em 2024 foram por cesariana (71,05% na rede privada); em Belém, 69,28% no geral (80,41% na rede particular).
O estudo, intitulado "Já decidiu sobre o parto? Influências e barreiras na decisão da via de nascimento entre gestantes", entrevistou 94 gestantes e puérperas e 37 profissionais de saúde em São Paulo e Belém. Segundo a pesquisa, "embora o desejo de protagonismo e de uma experiência positiva esteja presente, outras condições sociais e estruturais também são determinantes na forma como cada gestante vivencia e constrói sua decisão". Medo da dor e influência de experiências de outras mulheres — especialmente família — favorecem a opção pela cirurgia, enquanto perspectiva de recuperação mais rápida beneficia o parto normal.
Fonte: Agência Brasil
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
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