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Parte do mercado financeiro apoia Renan Santos, candidato do Missão

O interesse no estreante na política foi revelado em live de Eduardo Bolsonaro e se traduz em doações e contatos.

Ilustração editorial: Parte do mercado financeiro apoia Renan Santos, candidato do Missão
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, tem conquistado apoio de parte do mercado financeiro, incluindo agentes de bancos, gestoras de recursos e corretoras de valores. A revelação veio em meados de junho, durante uma live na qual o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) minimizou o impacto do candidato, afirmando que Renan Santos estava sendo "o papel higiênico de gente da Faria Lima".

Renan Santos, de 42 anos e sem ensino superior completo, concorre pela primeira vez a um cargo público. Seu partido, recém-criado a partir do Movimento Brasil Livre (MBL), atrai com um discurso que mistura elementos do ultraliberalismo econômico do presidente argentino Javier Milei e do populismo policial do salvadorenho Nayib Bukele. No lançamento de sua campanha em 1º de agosto, em São Paulo, oncinhas-pintadas de pelúcia, mascote do partido, eram vendidas com camisetas pretas estampadas com a frase "prendeu, matou", slogan que vai contra a Constituição brasileira.

O candidato registra atualmente cerca de 4% das intenções de voto no primeiro turno, de acordo com o agregador de pesquisas da BBC News Brasil, ficando atrás de Lula (41%) e Flávio (34%), e próximo a Ronaldo Caiado (5%) e Romeu Zema (3%). Economistas, gestores e CEOs do mercado financeiro confirmam o interesse de parte do setor, mas ressaltam que o apoio não pode ser generalizado, já que a Faria Lima é composta por pessoas com diversas opiniões políticas.

Fontes: Folha de S.Paulo · BBC News Brasil