Médica é denunciada por morte de seis crianças em UTI no Paraná
Profissional era diretora técnica de unidade pediátrica em hospital privado de Campina Grande do Sul.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou uma médica pela morte de seis crianças na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, a 20 quilômetros de Curitiba. A profissional, que era diretora técnica da unidade, tornou-se ré no processo, que tramita sob sigilo.
As mortes, ocorridas entre maio e julho de 2024, incluíram recém-nascidos, que faleceram por choque séptico e falência múltipla de órgãos. A causa, segundo o MPPR, foi uma contaminação hospitalar por bactérias multirresistentes. O promotor de Justiça Éder Teodorovicz afirmou que a médica agiu com "grave negligência" ao permitir um ambiente de contaminação cruzada. Ele citou "práticas inaceitáveis, como a reutilização de luvas em procedimentos entre pacientes distintos, falta de banho, manuseio inadequado de intubações e acessos venosos e também de fraldas das crianças".
A denúncia, apresentada em 14 de agosto, foi recebida pela Justiça no dia 17 e a responsabilização criminal é por homicídio culposo, sem intenção de matar. Além da acusação, o Ministério Público pediu reparação mínima de R$ 50 mil para cada uma das seis famílias. Procurado pela Folha de S.Paulo, o hospital Angelina Caron informou em nota que não recebeu citação oficial sobre o processo nem o conteúdo dos autos, e que, por isso, não seria possível se manifestar no momento.
Fontes: Folha de S.Paulo · UOL
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
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