Juiz mineiro afastado tem medida protetiva pedida por companheira
O magistrado Milton Lívio Lemos Salles foi acusado de ameaças e ofensas, e a Justiça acatou o pedido de urgência.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O juiz Milton Lívio Lemos Salles, afastado de suas funções pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) após ser flagrado bebendo vinho e fumando em uma sessão de julgamento virtual, é alvo de medida protetiva de urgência requerida por sua companheira. O pedido, formalizado em 17 de abril de 2026, foi acatado pela Justiça.
No registro policial, a mulher relatou ter sido alvo de ameaças, ofensas e comportamentos intimidatórios por parte do magistrado, com quem mantinha um relacionamento há aproximadamente dez anos. Segundo o documento, Salles teria ameaçado que ela "ficaria sem emprego", afirmando que poderia interferir na permanência dela no cargo de assessora parlamentar. O juiz também teria ameaçado incendiar o sítio da mãe dela, de 88 anos, e proferido ofensas contra a idosa, além de dizer que a sobrinha dela ficaria viúva, conforme apurou o g1.
O relacionamento passava por uma crise no início de 2026, quando a companheira afirmou à polícia que o juiz lhe deu um prazo de 30 dias para desocupar o apartamento do casal. Ela também relatou um episódio em que Salles teria entrado sem autorização na residência dela, com o acesso registrado por câmeras de segurança. O TJMG confirmou ao g1 a existência da medida protetiva contra o magistrado.
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais afirmou que formalizou o pedido de medida protetiva de urgência para a vítima na Casa da Mulher Mineira, em abril. A corporação pontuou que "eventual investigação contra o magistrado, trata-se de procedimento a cargo da Corregedoria-Geral de Justiça e não da Polícia Civil por determinação legal", conforme veiculado pela CNN Brasil. O juiz Salles foi afastado de suas funções jurisdicionais no dia seguinte ao flagrante na sessão virtual pelo corregedor-geral de Justiça de Minas Gerais, desembargador Raimundo Messias Júnior, e pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell.
Fontes: g1 · CNN Brasil
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