Fachin nega unir casos de Moraes e Mendonça sobre Banco Master
Sessão que analisa mensagens de Alexandre de Moraes ocorre antes da avaliação da conduta de André Mendonça, em 23 de setembro.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (12) o pedido do ministro Alexandre de Moraes para julgar de forma unificada duas investigações paralelas sobre o caso Banco Master. Com a decisão, a sessão plenária dedicada ao processo de Moraes será mantida antes da análise da conduta de André Mendonça, agendada para 23 de setembro.
O processo relativo a Alexandre de Moraes, que analisa informações da Polícia Federal sobre contatos e mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro, permanece na pauta da sessão extraordinária do tribunal. O segundo braço da apuração, que reúne relatórios da Polícia Federal sobre a atuação de André Mendonça na condução das operações, será analisado no final de setembro.
Moraes havia apresentado o requerimento à Presidência do STF, alegando um "risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual" caso os processos fossem apreciados separadamente, conforme apurou o g1. Ele cobrou a derrubada total do sigilo e a junção das duas pautas, criticando Mendonça por fazer uma "escolha seletiva" na divulgação de documentos e omitir cerca de 180 peças e arquivos do sistema do tribunal.
Em resposta, o ministro Fachin explicou que os dois casos estão em fases diferentes. O processo sobre as mensagens relativas a Moraes já se encontrava pronto e liberado para julgamento, enquanto a investigação sobre Mendonça ainda possui prazos abertos para a colheita de informações e manifestações formais, o que inviabilizaria a análise antecipada.
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