Fachin mantém diretor da PF e tira Moraes de inquérito das fake news
Presidente do STF suspendeu decisões conflitantes de Mendonça e Dino, criticando "guerra de decisões" entre ministros.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, suspendeu nesta quarta-feira (9) as decisões conflitantes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal (PF), mantendo Andrei Rodrigues no cargo de diretor-geral. Fachin também retirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news, função que exercia há mais de sete anos.
A decisão atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e mantém Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, em seus postos. Ambos haviam sido afastados por Mendonça na terça-feira (8), e reintegrados por Dino no mesmo dia. "O afastamento das autoridades policiais que ora se examina encadeou decisões monocráticas sucessivas com comandos normativos incompatíveis entre si”, afirmou Fachin em sua decisão, segundo a Agência Brasil, criticando a sequência de embates.
Fachin marcou para 15 de setembro uma sessão plenária para analisar o relatório que aponta Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Moraes nega as acusações. O presidente do STF também proibiu qualquer procedimento que trate de potencial apuração contra integrantes da corte sem sua prévia autorização.
A crise no STF, intensificada na última semana, começou após Mendonça expor mensagens de Vorcaro a Moraes. Em resposta, Moraes incluiu Mendonça no inquérito das fake news por suposto abuso de autoridade. A decisão de Mendonça de afastar os diretores da PF foi uma tréplica ao uso de um relatório de inteligência da corporação para a inclusão no inquérito.
Fontes: Agência Brasil · Folha de S.Paulo
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