Ex-servidor francês é acusado de drogar 240 mulheres
Christian Nègre é suspeito de dopar as vítimas com café e forçá-las a urinar em locais públicos de Paris.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
Um ex-funcionário de alto escalão do Ministério da Cultura da França, Christian Nègre, é acusado por quase 250 mulheres de dopá-las e forçá-las a urinar em locais públicos de Paris. Os supostos incidentes teriam ocorrido entre 2009 e 2018, e as vítimas relatam que Nègre as submetia a "submissão química" durante entrevistas de emprego ou reuniões.
Uma das vítimas, Anaïs de Vos, então com 27 anos, contou à BBC Global Women ter aceitado um café oferecido por Nègre em uma entrevista de emprego em julho de 2011. Segundo Anaïs, o café, preparado por ele, "tinha um gosto ruim... então bebi metade". Após beber a bebida, ela sentiu uma necessidade inexplicável e incontrolável de urinar enquanto caminhava com Nègre pelas ruas de Paris.
Anaïs afirma que Nègre a levou até a porta de um depósito sob uma ponte sobre o rio Sena, sugerindo: "Você pode fazer aqui". Ela descreveu o olhar dele como "quase com satisfação". O g1, citando a BBC Global Women, detalha que Anaïs se sentiu "muito fraca" e com medo, sem saber o que estava acontecendo, após a ingestão do café.
O conceito de submissão química, que se refere à situação em que drogas são utilizadas para obter controle sobre alguém, ganhou destaque na França em 2024. A relevância veio após a condenação do marido de Gisèle Pelicot, que a sedou para que desconhecidos a estuprassem enquanto ela estava inconsciente.
Fontes: g1 · BBC News Brasil
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