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EUA impõem tarifa de 12,5% ao Brasil por trabalho forçado

A medida, que afeta mais de 3.000 itens brasileiros, foi classificada pelo governo do Brasil como "arbitrária" e "injustificada".

Ilustração editorial: EUA impõem tarifa de 12,5% ao Brasil por trabalho forçado
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) uma nova tarifa de 12,5% sobre as exportações brasileiras, alegando falhas no combate ao trabalho forçado, segundo a Folha de S.Paulo e a BBC News Brasil. A medida, que atinge mais de 3.000 itens do Brasil, entra em vigor nesta sexta-feira (24).

De acordo com a BBC News Brasil, a taxa de 12,5% soma-se a uma tarifa de 25% imposta na semana passada pelo governo dos EUA. A sobretaxa pode elevar a carga tarifária para até 37,5% sobre alguns produtos brasileiros, conforme cálculos da Amcham Brasil citados pela Folha de S.Paulo.

Em nota, o governo brasileiro classificou a ação como "arbitrária" e "injustificada", afirmando que o governo americano "optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais", segundo a BBC News Brasil.

O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) informou em documento que a imposição da tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros foi determinada "após considerar comentários públicos, depoimentos e recomendações do Comitê da Seção 301 e de comitês consultivos", conforme a BBC News Brasil.

A nova tarifa afeta US$ 12,5 bilhões em exportações anuais do Brasil aos EUA, sendo que US$ 10,7 bilhões desses produtos podem ter os efeitos cumulativos com a tarifa anterior, de acordo com a Folha de S.Paulo. Mais de 2.100 itens brasileiros estão isentos da nova sobretaxa, incluindo petróleo, carnes, suco de laranja e café instantâneo.

Fontes: Folha de S.Paulo · BBC News Brasil