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EUA impõem nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros

Medida, que entra em vigor nesta sexta-feira (24), é justificada por alegações de falha no combate ao trabalho forçado.

Ilustração editorial: EUA impõem nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

Os Estados Unidos impuseram, nesta quinta-feira (23), uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, que entrará em vigor nesta sexta-feira (24). A medida, justificada por alegações de que o Brasil não adota medidas suficientes para combater o trabalho forçado, afeta também outros 59 países e a União Europeia, com taxas que variam de 10% a 12,5%, conforme noticiou a BBC News Brasil e o g1.

Esta nova tarifa se soma a uma taxa adicional de 25% anunciada na semana anterior, podendo elevar a carga tarifária sobre alguns itens exportados pelo Brasil para até 37,5%, segundo o g1. O governo brasileiro classificou a ação como "arbitrária" e "injustificada", declarando em nota, conforme a BBC News Brasil, que o governo americano "optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais."

De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Márcio Elias Rosa, "cerca de 2 mil produtos exportados pelo Brasil para os EUA não estarão sujeitos a nenhuma das duas tarifas", mas setores como calçados, máquinas e confecções serão impactados pela dupla taxação, segundo a BBC News Brasil. O ministro ressaltou que a taxação é indevida, baseada em "fatos que não são reais", e que o Brasil não renunciará à possibilidade de adotar medidas de reciprocidade, embora o objetivo primário seja negociar.

Em documento, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) informou que países com medidas para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado serão taxados em 10%, enquanto aqueles que não implementaram tais restrições — como o Brasil, na avaliação americana — pagarão 12,5%, reportou a BBC News Brasil. Especialistas em comércio internacional, no entanto, observam que a investigação americana foi concluída sem apresentar casos concretos de produtos brasileiros com trabalho forçado identificados no mercado dos EUA, conforme o g1.

Fontes: g1 · BBC News Brasil