Xaplin On
Brasília
Portal Xaplin — jornalismo vivo • a revista não dorme
USD EUR GBP JPY BTC ETH SOL BNB

EUA anunciam novas tarifas nesta quinta-feira, diz Casa Branca

O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, fará o anúncio para substituir a taxa global de 10% que expira na sexta-feira.

Ilustração editorial: EUA anunciam novas tarifas nesta quinta-feira, diz Casa Branca
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

O Representante Comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, fará um anúncio sobre novas tarifas nesta quinta-feira (23), antes do fim da vigência da taxa global de 10%, previsto para sexta-feira (24). A informação foi divulgada pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, conforme noticiaram g1 e CNN Brasil.

A medida esperada inclui uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos de aproximadamente 60 países, incluindo o Brasil, de acordo com o g1. As tarifas podem variar entre 10% e 12,5% sobre bens importados de 86 países, incluindo o Brasil, segundo apuração da CNN Brasil. A justificativa para a possível nova tarifa está relacionada a uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) sobre supostas falhas de parceiros comerciais no combate à importação de produtos feitos com trabalho forçado.

O ministro Márcio Elias Rosa, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), afirmou na quarta-feira (22) que "o governo não espera que haja exceções ao Brasil na tarifa de 12,5% a ser aplicada pelos Estados Unidos até o fim desta semana", conforme noticiou a CNN Brasil. O governo brasileiro já antecipa a aplicação da nova tarifa e acompanha as negociações com os setores afetados, segundo o g1.

A investigação do USTR, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, concluiu que a entrada de produtos "produzidos com trabalho forçado" prejudica empresas éticas e incentiva o trabalho escravo moderno. Em relação ao Brasil, o relatório aponta a ausência de mecanismos efetivos para impedir a importação de bens produzidos nessas condições, apesar de o país possuir a Lista Suja do Trabalho Escravo, atualizada semestralmente.

Fontes: g1 · CNN Brasil