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Eleitores quilombolas dobram e chegam a 188 mil em 2026

Crescimento na quantidade de votantes dessas comunidades foi impulsionado pela maior visibilidade e conscientização política.

Ilustração editorial: Eleitores quilombolas dobram e chegam a 188 mil em 2026
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial

O número de eleitores que se identificaram como quilombolas no Brasil quase dobrou para as eleições de 2026, somando 188.371 pessoas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgados pela Agência Brasil. Há dois anos, em 2024, o registro do TSE apontava 95.409 votantes nessas comunidades tradicionais.

Na comunidade quilombola de Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto (GO), o agricultor Joaquim Moreira, de 87 anos, e a neta, a estudante Thauany Silva, de 16, farão o caminho até a escola para votar juntos em 4 de outubro. Thauany tirou o título provisório de eleitora em abril, assim que completou 16 anos, acompanhada da mãe. “Quando a gente vota, estamos cuidando do futuro de todos nós, né?”, argumentou a adolescente.

Mayara Silva, mãe de Thauany, de 36 anos, afirma que ensina aos filhos sobre a necessidade de acompanhar as decisões políticas por sua interferência direta no cotidiano da comunidade. Em Goiás, o eleitorado quilombola cresceu de 3.625 para 5.394 votantes. No Nordeste, a região com mais da metade do eleitorado quilombola do país, o aumento foi de 51.633 pessoas em 2024 para 95.901 em 2026.

O crescimento do eleitorado nas comunidades tradicionais está ligado à ampliação da visibilidade e da conscientização política nos territórios, conforme apontado pelo TSE. A universitária de direito Franciele Silva, de 27 anos, nascida na comunidade Rio dos Macacos, em Simões Filho (BA), enfatiza a importância do voto para a defesa do seu território: “Votar é fundamental”, declarou.

Fonte: Agência Brasil