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Ebola na RDC soma 2.011 mortes; surto avança rápido

Autoridades de saúde congolesas registraram 4.381 casos confirmados da doença e 704 pacientes internados em isolamento.

Ilustração editorial: Ebola na RDC soma 2.011 mortes; surto avança rápido
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

O surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) superou 2.000 mortes, com 2.011 óbitos registrados entre 4.381 casos confirmados, conforme o balanço atualizado divulgado pelas autoridades congolesas nesta terça-feira (11). Os dados indicam que a epidemia é considerada o episódio da doença que avança mais rapidamente na história, de acordo com o governo.

A taxa de mortalidade da atual epidemia é de 45,9%, calculada pelas autoridades de saúde da RDC. O epicentro do surto, declarado em 15 de maio mas com início rastreado para fevereiro, está na província de Ituri, no nordeste. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que "a maioria dos novos casos continua sendo registrada fora do grupo de contatos que está sendo monitorado", mostrando que a transmissão segue fora do controle dos profissionais de saúde.

O número de mortes dobrou em aproximadamente três semanas, após levar nove semanas para atingir as primeiras mil fatalidades, segundo o g1. Setecentos e quatro pacientes estão internados em isolamento. Este é o segundo maior surto da história da RDC, aproximando-se da epidemia de 2018-2020, que registrou quase 2.300 mortos para 3.500 doentes, conforme a Folha de S.Paulo.

A crise de saúde é agravada pelo fato de o surto ser causado pelo raro vírus Bundibugyo, que não possui vacinas ou tratamentos aprovados. Ensaios clínicos para esses recursos começaram na província de Ituri. Profissionais de saúde enfrentam dificuldades para levar ajuda a regiões remotas devido a conflitos com rebeldes, más condições de estradas e paralisações de trabalhadores por falta de pagamento.

Fontes: g1 · Folha de S.Paulo

Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.