Desinformação sobre ebola provoca ataques a profissionais de saúde
Voluntários da Cruz Vermelha foram agredidos durante enterro na República Democrática do Congo; boatos sobre inexistência do vírus circulam nas redes sociais.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
Quatro voluntários da Cruz Vermelha foram feridos quando uma multidão tentou abrir um caixão contendo o corpo de uma vítima de ebola durante um enterro seguro em Bunia, leste da República Democrática do Congo. O ataque, ocorrido no mês anterior a julho, foi motivado por boatos de que o caixão estava vazio e de que o vírus não existia. "Eles me agarraram por trás e começaram a me socar, a me bater com pás e facões", relatou Daniel Uyirwoth Welo, um dos voluntários feridos, à BBC Verify.
O incidente é um entre vários provocados por desinformação durante o surto que infectou mais de 1.750 pessoas e matou 600 desde meados de maio, conforme dados do governo. A BBC Verify identificou 12 casos de resistência comunitária às medidas de controle do ebola, sete deles verificados por imagens de redes sociais. As alegações falsas que circulam incluem afirmações de que profissionais de saúde estão infectando pessoas deliberadamente, colhendo órgãos ou executando um esquema para ganhar dinheiro.
Em 1º de julho, pessoas incendiaram um centro de tratamento em Bafwabango, na província de Ituri, epicentro do surto. Segundo a imprensa local, um policial foi morto durante confrontos em torno do corpo de uma pessoa suspeita de ter falecido pelo vírus. O surto atual está associado à espécie Bundibugyo do vírus.
Fontes: Folha de S.Paulo · BBC News Brasil
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
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