Cartas em Vida · o que precisa ser dito, lavrado
Cartas em Vida
Tem coisa que precisa ser dita enquanto há tempo. A casa escuta você e lavra — você decide quando cada carta abre.
Em estreia — dito na sua cara
- Estas são as primeiras cartas em vida da casa. Você seria um dos primeiros a passar por esse caminho — e nenhuma carta entra antes do termo assinado e da escuta.
- O prazo de 20 dias úteis conta do termo assinado, com fila declarada: antes de você pagar qualquer coisa, a casa diz por escrito quantas pessoas estão na frente e quando o seu trabalho começa.
Para quem é
- Você carrega algo que precisa ser dito a alguém — um filho, uma mãe, um amigo, um amor — e não encontra a forma.
- Você quer que certas palavras cheguem numa data certa: um aniversário de 18 anos, um casamento, um dia que só você sabe qual é.
- Você escreve, tenta, apaga. Sabe o que sente, mas o papel não obedece. Quer alguém que escute com atenção e lavre na sua voz — não numa voz bonita emprestada.
- Não é para quem busca terapia ou acompanhamento — isso a casa não faz, e diz por quê logo abaixo.
O que você recebe
- Até 3 cartas, de 1 a 2 páginas cada, escritas na sua voz — com seu nome, a data de escrita e a destinação de abertura lavradas em cada uma.
- 2 sessões de escuta por escrito — você conta, no seu tempo, sem reunião marcada. É dessa escuta que as cartas nascem.
- Termo por escrito antes do início, nos moldes da página /cuidado/ — o que a casa faz, o que não faz, tudo dito antes de qualquer pagamento.
- Opção de selar as cartas na cápsula do Encontro Marcado, para abrirem só na data que você determinar.
- Entrega por e-mail, para você guardar como quiser.
Como começa a conversa
- Você escreve um e-mail contando, do seu jeito, o que precisa ser dito e para quem. Não precisa estar bonito. Não precisa estar pronto. Duas linhas bastam para começar.
- Se souber, diga se há uma data em que as cartas devem abrir — mas isso também pode nascer na escuta.
- Não envie nada que você não se sinta pronto para contar. A escuta existe justamente para isso vir devagar.
Como funciona
- 1. Você escreve. Um e-mail, do seu jeito. Quem lê é a redação da Xaplin — a mesma casa que assina o plantão diário e as 6 revistas. Nenhum robô responde sozinho.
- 2. A casa responde em até 1 dia útil, por escrito. Chega uma resposta com o termo, a posição real da fila e as primeiras perguntas da escuta. Se a casa entender que o que você precisa não é uma carta, diz isso com franqueza — e não cobra nada.
- 3. Termo assinado, pagamento feito, começa a escuta. São 2 sessões por escrito, no seu ritmo. Você conta; a casa pergunta, com cuidado.
- 4. A casa lavra. Até 3 cartas na sua voz, cada uma com seu nome, data de escrita e destinação de abertura. Você lê, pede ajuste no que não soar como você, e aprova.
- 5. Entrega por e-mail em até 20 dias úteis do termo assinado. Se quiser, as cartas podem ser seladas na cápsula do Encontro Marcado, para abrirem só na data que você marcou.
O que não está incluído
- Acompanhamento clínico ou terapêutico de qualquer natureza. Isto não é terapia — e está declarado no termo. Se você estiver em crise, procure o CVV — ligue 188, a qualquer hora.
- Guarda jurídica ou valor de testamento. As cartas são palavra, não documento legal. Para disposições de bens, procure um cartório e um advogado.
- Mais de 3 cartas. Se você precisar de mais, é por conversa — a casa avalia e responde por escrito.
- A casa reserva o direito de recusar quando entender que o que a pessoa precisa não é uma carta. Recusar com franqueza também é cuidado.
Perguntas de quem está inseguro — e merece resposta
Eu vou ter que contar tudo de uma vez?
Não. A escuta são 2 sessões por escrito, no seu ritmo. Você conta o que conseguir, quando conseguir. A casa pergunta com cuidado e nunca empurra. E o que você contar fica entre você e a casa — não vira conteúdo, não vira exemplo, não vira nada público.
E se a carta não soar como eu?
Então ela não está pronta. A carta é sua, na sua voz — você lê antes, aponta o que não soa como você, e a casa reescreve até você reconhecer sua própria voz no papel. Nada é entregue sem a sua aprovação.
Isso é terapia? Vocês são psicólogos?
Não, e o termo diz isso por escrito antes de qualquer pagamento. É um serviço de escrita com escuta, não acompanhamento clínico ou terapêutico. Se a casa perceber que o que você precisa é outra coisa, diz com franqueza e recusa o trabalho. Se você estiver em crise, procure o CVV — ligue 188, a qualquer hora. Este conteúdo não substitui orientação médica individual.
A carta tem valor de testamento?
Não. É palavra, não documento jurídico. Ela leva seu nome, a data de escrita e a destinação de abertura — mas não dispõe de bens nem substitui cartório. Para isso, procure um advogado. O que a carta guarda é o que nenhum inventário guarda: o que você tinha a dizer.
Por que eu confiaria isso a vocês, se o serviço está em estreia?
Porque a casa diz que está em estreia — em vez de fingir experiência que não tem. O que já existe e você pode conferir: a Xaplin publica um plantão diário e 6 revistas, todos escritos, todos no ar. Escrever com voz é o ofício da casa. E as travas valem desde a primeira carta: termo antes de pagar, fila declarada, sua aprovação antes da entrega.
Cartas em Vida é um serviço de cuidado da Xaplin — leia o compromisso completo em /cuidado/. Se quiser marcar uma data de abertura para as cartas, conheça o Encontro Marcado.