Caiado critica Flávio Bolsonaro por fala sobre urnas a embaixadores
Pré-candidato do PSD lamentou que oportunidade não foi usada para atrair investimentos ou abrir mercados.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, criticou o senador e também pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suas declarações sobre urnas eletrônicas a embaixadores estrangeiros, conforme apurou a Folha de S.Paulo e a CNN Brasil nesta quarta-feira (22). Caiado utilizou as redes sociais para manifestar sua insatisfação, sugerindo que o encontro deveria ter sido aproveitado para pautas econômicas.
Na terça-feira (21), Flávio Bolsonaro repetiu, diante de 42 embaixadores, alegações infundadas sobre a origem das urnas eletrônicas brasileiras e sua suposta ligação com a empresa venezuelana Smartmatic, segundo a Folha de S.Paulo. A campanha de Flávio Bolsonaro, contudo, negou nesta quarta-feira que o senador tenha questionado a integridade do sistema eleitoral, limitando-se a relatar "dois fatos públicos e amplamente divulgados pela imprensa", de acordo com a CNN Brasil.
Ronaldo Caiado afirmou que a reunião com diplomatas poderia ter sido uma chance para o Brasil. "Quarenta e dois embaixadores numa sala: dava pra vender soja. Dava para abrir mercado para indústria. Dava para atrair investimento", declarou Caiado, segundo a Folha de S.Paulo e a CNN Brasil. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já desmentiu as afirmações sobre a Smartmatic, esclarecendo em 2020 que o projeto da urna eletrônica brasileira é "concebido e gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país".
Este confronto direto ocorre em um cenário de pré-campanha presidencial para 2026, onde Caiado tem intensificado suas críticas aos adversários. Em 2023, o pai de Flávio, Jair Bolsonaro, tornou-se inelegível por promover ataques contra o sistema eleitoral em uma reunião similar com embaixadores, e atualmente cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado, conforme noticiou a Folha de S.Paulo.
Fontes: Folha de S.Paulo · CNN Brasil
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