Burnout já era comum na Idade Média, aponta historiador
Pesquisa revela que o esgotamento mental, hoje chamado de burnout, não é exclusivo da vida moderna.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O historiador Peter Jones, em seu novo livro "Self-Help from the Middle Ages: A Journey into the Medieval Mind", sustenta que o esgotamento mental, conhecido hoje como burnout, não é um fenômeno exclusivo da vida moderna, já sendo comum na Idade Média, conforme noticiado pela Folha de S.Paulo e BBC News Brasil.
De acordo com Jones, a sabedoria medieval sobre o enfrentamento do esgotamento ainda é relevante. O historiador observa que João Cassiano, no século 5 d.C., descrevia sintomas semelhantes aos do burnout, como cansaço, desesperança e "uma confusão da mente sem explicação", que levava a sentimentos de improdutividade e busca por "consolo no sono", segundo a Folha de S.Paulo e a BBC News Brasil.
A pesquisa de Jones revela a recorrência do sentimento de esgotamento ao longo da história, oferecendo um panorama de como os "padres-terapeutas" orientavam os fiéis a superar a angústia espiritual. "Há muita sabedoria na Idade Média", afirmou o historiador, segundo a Folha de S.Paulo.
O livro de Peter Jones surgiu de uma crise pessoal do autor, que enfrentou um período de esgotamento ao lecionar na Universidade de Tyumen, na Sibéria, lidando com temperaturas extremas e distanciamento familiar. O historiador propõe que, assim como as lições dos filósofos estoicos, os manuscritos medievais podem oferecer insights para o mal-estar contemporâneo.
Fontes: Folha de S.Paulo · BBC News Brasil
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
QUER IR MAIS FUNDO?
→ E-books sobre Saúde e Bem-estar