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Brasil proibiu álcool em tônicos há 25 anos

Produto criado em 1910 continha 9,5% de etanol — teor equivalente ao de um vinho espumante — até regulamentação federal.

Ilustração editorial: Brasil proibiu álcool em tônicos há 25 anos
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 3 fontes independentes

O governo federal brasileiro proibiu há 25 anos que tônicos, fortificantes e estimuladores de apetite contivessem álcool em sua composição, obrigando o Biotônico Fontoura a reformular seu produto. Segundo a g1, o fortificante continha "9,5% de etanol em sua composição", equiparável ao teor alcoólico de um vinho espumante.

Criado em 1910 pelo farmacêutico Cândido Fontoura Silveira no interior paulista, o Biotônico Fontoura tornou-se onipresente nos lares brasileiros ao longo do século 20. Conforme informou a Folha de S.Paulo, Fontoura desenvolveu o produto com "fosfatos, sais de ferro e vinho espanhol" para ajudar sua mulher, Elvira Siqueira de Castro, que apresentava fraqueza recorrente. Médicos da região de Bragança Paulista passaram a prescrevê-lo aos pacientes.

A Hypera Pharma, proprietária da marca desde 2007, mantém a comercialização do produto com a nova fórmula sem álcool. Segundo o material, fabricantes dessa época produziam "garrafadas, derivados de plantas fitoterápicas em forma de elixires e tônicos, que representavam a indústria farmacêutica daquele período".

Fontes: g1 · Folha de S.Paulo · BBC News Brasil

Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.