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Brasil considera tarifa dos EUA "indevida" e estuda reação

Medida americana de 12,5% sobre produtos brasileiros começa a valer nesta sexta-feira (24) e acumula com sobretaxa anterior de 25%.

Ilustração editorial: Brasil considera tarifa dos EUA "indevida" e estuda reação
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, classificou como "indevida" a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor nesta sexta-feira (24). A declaração foi feita na noite de quinta-feira (23), segundo a Agência Brasil.

De acordo com a Agência Brasil, a sobretaxa foi anunciada pelo governo estadunidense sob a justificativa de que o Brasil não adota mecanismos suficientes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado. Márcio Elias Rosa rejeitou as justificativas, afirmando que o país tem compromissos históricos com o combate ao trabalho forçado.

O ministro destacou que o Brasil é signatário de todos os instrumentos da Organização Internacional do Trabalho e possui uma política consolidada de combate ao trabalho escravo. "É uma tarifa indevida, baseada em fatos que não são reais", declarou o ministro em entrevista coletiva, conforme a Agência Brasil.

Para o MDIC, a nova tarifa, que se soma à alíquota de 25% já em vigor para parte das exportações, resultará em uma tributação acumulada de 37,5% para setores como calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções e produtos químicos não farmacêuticos. Segundo a pasta, cerca de 2 mil produtos permanecem isentos das duas medidas, incluindo carne bovina, café e suco de laranja.

Fonte: Agência Brasil