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Bancários da Caixa e de parte do BB entram em greve nacional

Bancários da Caixa e 60 sindicatos do Banco do Brasil paralisam atividades por tempo indeterminado em greve nacional.

Ilustração editorial: Bancários da Caixa e de parte do BB entram em greve nacional
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

Os funcionários da Caixa Econômica Federal e parte dos empregados do Banco do Brasil iniciaram uma greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10) em todo o país. A paralisação na Caixa é nacional, enquanto no Banco do Brasil, apenas as bases sindicais que rejeitaram o acordo da categoria aderiram ao movimento.

A nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) assegura a correção dos salários pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), além de um aumento real de 0,6% nos próximos dois anos. A proposta também inclui reajustes para vale-alimentação (VA), vale-refeição (VR), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e auxílios. No Banco do Brasil, 39 sindicatos aprovaram a CCT, como os de São Paulo, Curitiba e Jundiaí (SP), mas 60 rejeitaram, entre eles os de Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre, que agora fazem greve.

O principal ponto de impasse para os trabalhadores da Caixa e de alguns sindicatos do Banco do Brasil, segundo a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, é o custeio do plano de saúde. A proposta da Caixa elevava a contribuição dos bancários de 3,5% para 5,5% do salário-base, além de aumentar os valores mensais por dependente. "A expressiva rejeição da proposta nas assembleias realizadas em todo o país demonstra que ela está muito distante das necessidades e das expectativas dos trabalhadores da Caixa", afirmou Neiva Ribeiro.

Em nota, a Caixa informou que "mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e segue comprometida com a renovação do acordo coletivo de trabalho", com renegociações reabertas na noite de quarta-feira (9). O Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foram procurados pelo g1 e aguardam posicionamento sobre o tema.

Fontes: g1 · Folha de S.Paulo

Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.