Anvisa proibiu mercurocromo há 25 anos por conter mercúrio
Antisséptico foi amplamente usado no Brasil, mas sumiu das prateleiras após agência atestar toxicidade do metal em sua fórmula.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a produção e venda do antisséptico tópico mercurocromo há 25 anos, devido à presença de mercúrio em sua fórmula. O produto era amplamente utilizado em lares brasileiros para tratamento de pequenas escoriações, conforme noticiado pela BBC News Brasil e Folha de S.Paulo.
O mercurocromo, cujo nome oficial é merbromina, tinha a merbromina como princípio ativo, um composto organomercurial, de acordo com o químico Adriano Andricopulo, professor da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Academia Brasileira de Ciências. Andricopulo explicou à Folha de S.Paulo que o mercúrio "não na forma de mercúrio metálico solto, como nos antigos termômetros. O mercúrio fazia parte da própria estrutura química da molécula."
A proibição da Anvisa foi uma medida preventiva, parte de uma política para reduzir a exposição da população ao mercúrio, um metal tóxico. Segundo o químico Andricopulo, a preocupação da agência era "especialmente importante quando o produto era aplicado repetidamente ou sobre áreas extensas de pele lesionada, situação em que poderia haver maior absorção", conforme relatado pela BBC News Brasil.
O mercurocromo foi desenvolvido nos Estados Unidos em 1919 e se popularizou globalmente como um antisséptico acessível. A Anvisa baseou sua decisão técnica em estudos que avaliaram a relação entre "benefício, eficácia e segurança", além da existência de alternativas sem mercúrio no mercado, segundo a Folha de S.Paulo.
Fontes: Folha de S.Paulo · BBC News Brasil
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
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