Xaplin On
Brasília
Portal Xaplin — jornalismo vivo • a revista não dorme
USD EUR GBP JPY BTC ETH SOL BNB

Ameba "comedora de cérebros" se espalha por regiões mais frias

Naegleria fowleri, detectada em locais onde raramente aparecia, matou criança em Rondônia em abril; Índia registrou recorde de 200 casos em 2024.

Ilustração editorial: Ameba "comedora de cérebros" se espalha por regiões mais frias
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

A ameba Naegleria fowleri, conhecida como "comedora de cérebros", está sendo detectada em regiões onde raramente era observada, segundo reportagens da g1 e BBC News Brasil. O organismo microscópico entra no corpo pelas narinas quando as pessoas mergulham em água contaminada e ataca o tecido cerebral, causando meningoencefalite amebiana primária, frequentemente fatal.

Em abril deste ano, uma criança de 9 anos morreu em Rondônia com infecção pela ameba, informou a Agência de Vigilância em Saúde do Estado. No ano passado, a Índia registrou mais de 200 casos, o maior surto já documentado. Entre 1962 e 2023, foram relatados 488 casos no mundo, com taxa de mortalidade histórica de 97%, conforme a g1. Pesquisadores apontam o aquecimento das águas como fator para a expansão do patógeno. "Acho que haverá mais casos no futuro. Nós iremos observá-los em todo o mundo", afirma o parasitologista molecular Anastasios Tsaousis, da Universidade de Kent.

Estudos recentes na Índia mostram que diagnóstico precoce e novos protocolos de tratamento permitiram que mais da metade das pessoas contaminadas em Kerala sobrevivessem, alterando o histórico de taxa de mortalidade próxima a 100%.

Fontes: g1 · BBC News Brasil

Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.