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A geografia do voto goiano, sem surpresas

Análise · Beatriz Fonseca Um em cada cinco eleitores de Goiás ainda não sabe em quem votar para governador.

A geografia do voto goiano, sem surpresas
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Análise · Beatriz Fonseca

Um em cada cinco eleitores de Goiás ainda não sabe em quem votar para governador. Este número, 20%, é o personagem principal da pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (27). É um percentual idêntico ao do segundo colocado, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que marca exatos 20%. O governador Daniel Vilela (MDB) lidera com 37% das intenções de voto, uma fotografia estável em relação aos levantamentos de julho e abril do mesmo instituto.

Os números desenham um cenário de continuidade. A vantagem de Vilela sobre Perillo, de 17 pontos percentuais, está fora da margem de erro, que é de três pontos para mais ou para menos. O terceiro colocado, senador Wilder Morais (PL), aparece com 12%. O quadro se repete nas simulações de segundo turno: Vilela venceria Perillo por 53% a 28% e Morais por 56% a 18%. São variações mínimas em relação à pesquisa de julho. Estabilidade é a palavra que o mapa eleitoral de Goiás oferece no momento.

Na minha leitura, o desafio dos adversários do governador não é apenas converter seus eleitores, mas convencer uma fatia expressiva de indecisos a se mover. Somados aos 7% de brancos e nulos, os que ainda não escolheram seu candidato representam 27% do eleitorado, um contingente maior que a base de qualquer um dos concorrentes de Vilela. O campo político do governador parece ter encontrado um patamar sólido, enquanto o campo opositor se divide em dois nomes conhecidos, Perillo e Morais, que juntos somam 32%. A aritmética simples sugere uma disputa mais acirrada, mas a política não opera por somas diretas.

Esta análise, contudo, parte de um pressuposto: que a campanha ainda não produziu um fato novo capaz de alterar a rota da eleição. O quadro atual favorece quem lidera. Uma campanha eleitoral é um processo, e os 20% de indecisos registrados pela Quaest (GO-06186/2026) são a matéria-prima de qualquer tentativa de reviravolta.

A questão que os dados não respondem é a natureza dessa indecisão. É apatia ou é espera? É um eleitor que pode ser conquistado por qualquer um ou um grupo que tende a se distribuir de maneira proporcional entre os candidatos já postos?

Beatriz Fonseca — Política nacional — chefia. Xaplin.

Leia o factual: Daniel Vilela lidera pesquisa Quaest para governo de Goiás

Fontes: Folha de S.Paulo · CNN Brasil