USGS corrige: avalanche no Nepal não foi precedida por terremoto
O Serviço Geológico dos EUA havia reportado tremor de magnitude 4,4 antes do desastre que matou mais de 150 pessoas.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) corrigiu nesta quarta-feira (26) a informação de que um terremoto teria ocorrido antes da avalanche que deixou mais de 150 mortos e centenas de desaparecidos na fronteira do Nepal com o Tibete. A instituição, que havia registrado um tremor de magnitude 4,4, informou que as medições foram causadas pela própria avalanche.
Inicialmente, o USGS havia publicado que um terremoto com epicentro a 10 quilômetros de profundidade havia sido detectado pouco antes da enchente repentina. No entanto, “análises adicionais de ondas sísmicas de longo período indicam que a energia sísmica foi, na verdade, gerada por um deslizamento de terra”, detalhou o Serviço Geológico dos EUA.
Imagens de satélite mostram os vales próximos à fronteira entre o Nepal e a China em 25 de agosto de 2026, antes das inundações, e em 26 de agosto, após o desastre. A região havia passado por chuvas intensas, que congelaram e represaram a água. Especialistas ouvidos pela rede britânica BBC apontam o derretimento de geleiras, acelerado pelo aquecimento global, como causa da maior parte desses eventos.
Parte do gelo e das rochas que se desprenderam no rio Lhende Khola não desceu completamente, formando um novo bloqueio no curso do rio, acima das áreas já atingidas. Esta barreira funciona como uma represa improvisada, e as autoridades monitoram o acúmulo de água. Alertas de cheia foram emitidos nos estados indianos de Bihar e Uttar Pradesh, que recebem a água que desce da cordilheira do Himalaia.
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