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Unesco defende inclusão digital crítica para estudantes no Brasil

Educadora alerta que tecnologias como IA exigem pensamento crítico para evitar distração e garantir aprendizado eficaz.

Ilustração editorial: Unesco defende inclusão digital crítica para estudantes no Brasil
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial

O uso crescente de tecnologias, incluindo a inteligência artificial (IA), por estudantes e professores deve ser acompanhado de pensamento crítico, e não apenas da entrega das ferramentas. A avaliação é da educadora Daniela Costa, consultora da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para o Brasil, segundo informou a Agência Brasil nesta sexta-feira (14).

Em sua participação no 4º Encontro de Educadores do Século XXI - Inteligência Artificial e o Futuro da Educação, no Rio de Janeiro, a especialista afirmou que "não dá mais para pensar só em entregar as tecnologias nas escolas, a gente precisa pensar em objetivos, motivos, riscos, oportunidades, o que fazer com as tecnologias e como educar os alunos para um uso mais crítico". O evento, organizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), abordou a relação entre estudantes e o ensino na era digital.

Daniela Costa, que coordena a pesquisa TIC Educação do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), apresentou dados que ligam o excesso de uso de tecnologias digitais à queda na aprendizagem. Ela citou que a “simples proximidade” de um celular pode distrair alunos e afetar negativamente o aprendizado, conforme observado em 14 países.

No Brasil, a Lei Federal 15.100, de janeiro de 2025, proíbe o uso de celulares em sala de aula, recreio e intervalos. Dados do Cetic.br, compilados no início de 2026, indicam que 51% das escolas já proíbem estudantes de levar o aparelho para a instituição. Essa porcentagem diminui para 31% no ensino médio, conforme as regras se tornam mais brandas para níveis de ensino mais avançados.

Fonte: Agência Brasil

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