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Trump usará petróleo da Venezuela para repor reserva dos EUA

O presidente Donald Trump anunciou que bilhões de barris de petróleo bruto venezuelano recomporão a Reserva Estratégica Nacional dos EUA.

Ilustração editorial: Trump usará petróleo da Venezuela para repor reserva dos EUA
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

Os Estados Unidos planejam usar bilhões de barris de petróleo bruto venezuelano para recompor a Reserva Estratégica Nacional (SPR), esvaziada após retiradas maciças. O presidente Donald Trump anunciou o plano neste domingo (30) em uma publicação na plataforma Truth Social, às 13h55.

Trump afirmou que o processo de "completar o estoque" começará "muito em breve", descrevendo o petróleo como "um presente da Venezuela ao povo dos Estados Unidos". O presidente culpou seu antecessor, Joe Biden, por esvaziar a reserva, que atualmente contém 289,7 milhões de barris, cerca de 40% de sua capacidade total de mais de 700 milhões de barris.

Na sexta-feira (28), Trump já havia afirmado que os Estados Unidos estavam assumindo o controle de 65 bilhões de barris das reservas comprovadas da Venezuela, em parceria com empresas privadas. Uma autoridade americana disse que o país controlará 55% da produção efetiva da joint venture e obterá o petróleo a preço de custo. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou no sábado (29) que o acordo energético, com duração de 25 anos, visa aumentar a produção para 1,5 milhão de barris por dia, preservando a soberania sobre os recursos naturais.

Empresas como a Chevron e a Eni SpA estão em negociações para ampliar suas operações e ajudar a reativar a produção na Venezuela. Analistas ressaltam, no entanto, que o petróleo bruto ácido e com alto teor de enxofre produzido na região do Cinturão do Orinoco apresenta dificuldades logísticas para ser bombeado até os domos subterrâneos de sal que compõem a reserva americana. O Departamento de Energia dos Estados Unidos não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre o acordo.

Fontes: Folha de S.Paulo · CNN Brasil