Trump assina decretos para restringir cidadania por nascimento
Medidas focam no "turismo de parto", prática em que estrangeiras grávidas viajam aos EUA para dar à luz.
Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou dois decretos nesta quinta-feira (6) em uma nova tentativa de restringir a cidadania por direito de nascimento no país. As medidas sucedem uma iniciativa anterior rejeitada pela Suprema Corte.
A delimitação da cidadania por direito de nascimento é uma prioridade da ofensiva de Trump contra a imigração, com a Casa Branca visando o que chama de “turismo de parto”. Esta prática envolve estrangeiras grávidas que viajam aos EUA para dar à luz. O governo argumenta que a nova diretiva não se enquadra nos limites da decisão da Suprema Corte de 30 de junho.
Durante a cerimônia de assinatura no Salão Oval, o assessor da Casa Branca, Stephen Miller, afirmou que "essa prática de turismo de parto está, a partir da assinatura deste decreto, proibida. Isso significa que ninguém no mundo tem mais permissão para obter um visto com esse propósito fraudulento". Segundo a Agência Brasil, um estudo de 2020 do Centro de Estudos sobre Imigração estimou que entre 20 mil e 25 mil mães entraram no país para o turismo de parto entre 2016 e 2017. Os decretos também afetam os direitos de crianças nascidas de funcionários de governos estrangeiros e de pessoas classificadas como inimigos estrangeiros nos EUA.
Fonte: Agência Brasil
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