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Tratado Contra Testes Nucleares completa 30 anos

O acordo, aberto para assinaturas em setembro de 1996, busca impedir a proliferação de armamentos atômicos globalmente.

Ilustração editorial: Tratado Contra Testes Nucleares completa 30 anos
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

O Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT), instrumento internacional que visa conter a proliferação de armas atômicas, completa 30 anos desde sua apresentação formal em 10 de setembro de 1996. O acordo foi aberto para assinaturas em 24 de setembro do mesmo ano.

Desde sua criação, o CTBT se tornou uma ferramenta para controle do desenvolvimento de armamentos nucleares. A organização CTBTO, responsável por viabilizar o acordo, afirma que ele "proíbe todas as explosões de testes de armas nucleares, por qualquer país e em qualquer lugar". Menos de uma dúzia de testes foram realizados desde 1996.

O jurista e cientista político Enrique Natalino, pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), lembra que o contexto de abertura para o diálogo entre potências nucleares que impulsionou o tratado foi o fim da Guerra Fria. Em 29 de agosto de 1991, o antigo campo de testes nucleares de Semipalatinsk, no Cazaquistão, foi desativado. Em 2009, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou a data como o Dia Internacional Contra os Testes Nucleares.

Apesar do acordo, nove países-chave ainda não ratificaram o CTBT. Segundo o jurista Rubens Beçak, professor na Universidade de São Paulo (USP), o tratado fica "um tanto esvaziado" em um cenário de conflitos globais crescentes. Na largada, o acordo foi assinado por 71 países, incluindo cinco das oito nações que já possuíam armas nucleares àquela altura.

Fontes: g1 · BBC News Brasil