Tifanny, do Osasco, critica regra da CBV que veta trans no vôlei
A jogadora, primeira transgênero a atuar na Superliga, disse que a Confederação Brasileira de Voleibol impõe um "enorme retrocesso".
Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial
A oposta Tifanny, que atua no Osasco São Cristóvão Saúde, manifestou-se pela primeira vez sobre a nova política da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) que restringe a participação de atletas transgênero em competições femininas. A jogadora, primeira transgênero a atuar na Superliga, considerou a medida um "enorme retrocesso" e afirmou que não desistirá de seguir jogando, segundo declaração à Agência Brasil.
A nova política de elegibilidade da CBV exige que as atletas designadas para as competições femininas tenham o sexo biológico feminino ao nascer. Tifanny, de 41 anos, campeã da Superliga em 2025, disse que a decisão "não afeta só a mim. Afeta o meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim e o direito de todas as pessoas trans". Ela considerou que a medida é um retorno "à forma vexatória como se testavam as atletas nos anos 60 e 70".
A CBV anunciou o novo critério de elegibilidade na última sexta-feira, 14 de agosto, buscando conformidade com as regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). As atletas deverão apresentar resultado negativo para o gene SRY, conforme a nova política da confederação.
O pronunciamento de Tifanny ocorreu após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista, no último sábado (15), no Ginásio José Liberatti, contra o Pinheiros. A Federação Paulista de Volleyball (FPV) informou que o Estadual seguiria o regulamento em vigor desde o início do torneio, permitindo a participação da oposta no jogo. Tifanny marcou 19 pontos na partida, vencida pelo Pinheiros por 3 sets a 2.
Fonte: Agência Brasil
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